quinta-feira, 19 de maio de 2011

Infidelius - Capitulo 5 (parte 2)



"Nos ombros tensos o peso de um mundo
que tombou por amar demais...
Nos braços,
abraços mordidos,
contraídos, escondidos a chorar...
Perdi-me no teu olhar..." Inês Dunas
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Como dói no peito de um jovem a explosão de um amôr imprevisível, a sensação angustiante de querermos chorar, quando na verdade sorrimos. De querermos nos esconder e simultaneamente sair a correr, num gingado espontâneo por entre os demais mortais, e alegremente mostrar que estamos em paz.
Mas inequívocamente no peito ardente de Caio, paz era o que agora menos sucedia. As batidas cardíacas eram como vagas de ondas oceânicas atiradas violentamente por um vento agressivo contra o rochedo. O rochedo da desconfiança de todos os que o rodeavam, e o desespero de só ele ver, como Marisa era ùnica.
Encavalitada nua no seu colo, num galope improvável por entre a parca luz, que invadia o quarto, Caio não raciocinava, não pensava, não falava....Apenas suava.
Passara horas e dias a fio a sonhar com este momento, mas nada o havia preparado para esta forma tão ofegante de perder a virgindade.
Não que ele fosse romântico ou idealista, mas das vezes que pensara em perder a virgindade, pensara numa cama, talvez com os lençois abertos em V,lençois brancos de linho imaculados e duas almofadas, algo confortável. E então, só então a despiria suavemente, num toque de carícias e beijos e a tomaria, na cama, ante juras de amor eterno.
Aqui e agora, ela tomara as rédeas de toda a situação. Se de início ela parecera hesitar em se despir, em se mostrar a ele, desprotegida e sem falsos pragmatismos, depressa ela compreendeu que ele não iria reagir ante a sua silhueta nua, levemente encobertas pela ténue luz do quarto.
Respirou e desde esse então, as rédeas voaram para a mão dela e ela não se fez rogada. Aproximou-se felinamente da cadeira de madeira onde ele se encontrava sentado, afastou-lhe docemente as pernas, as mãos procuraram a abertura das jeans de marca dele, entre beijos curtos e repentinos, que anularam por completo qualquer tentativa de defesa e então, de joelhos aos seus pés ela tomou contacto com todo o seu membro, hirto na sua presença, hirto nas suas mãos, e desejoso de conhecer os incentivos do amôr.
O primeiro joelho tomou o seu lugar na cadeira e o segundo acopanhou-o. Inexperiente Caio tentava facilitar a situação, mas os braços da cadeira eram um grande limite para a sua boa vontade.
Marisa conduzia-o numa dança cega, onde todos os movimentos dele eram corrigidos pelas suas mãos, pelo seu corpo, onde ela colocou sob os seus seios as suas mãos trémules, mostrando-lhe o aperto que pretendia e foi então, perdido entre volupia e beijos que ele viu o olhar dela. Um olhar de desejo, de poder, de satisfação. Um olhar de devoção e simultâneamente de longa tesão. Um olhar vampiresco, num banquete de seu corpo entregue. Percebeu enfim que o momento acontecera! Numa estocada vigorosa ela metera-o dentro dele, sem auxílio, sem perdão.
A sensação de a sentir, a loucura de finalmente a possuir, tomaram de assalto o seu corpo, que respondeu em gemidos incontidos e sem querer acreditar olhava desconfiado, o modo perfeito como encaixava nela.
Já tinha presenciado alguns filmes pornnográficos, mas em nenhum deles ele viu uma sombra desta Marisa. Era um animal slvagem, uma acrobata, uma vampíra
A primeira mordidela veio nessa altura. Os seus dentes firmes no seu ombro, as veias a latejarem-lhe na testa, os gritos em espasmos seguidos, sob o seu corpo. Não sentiu a dor da mordidela, pois todo o seu corpo explodia em espasmos. Viu-a a afastar-se lentamente, viu-a a agarrar o seu cabelo e subitamente viu-a a montá-lo vigosorosamente,via o umbigo dela a subir e a descêr sobre o seu colo. Queria tomar as rédeas da situação, Afastá-la, solicitar-lhe uma pausa. Queria- a levar para a cama e ainda tentou reagir, mas a mão firme dela, caiu pausadamente sob o seu peito nu e suado, obrigando-o a voltar a se encostar.
Deu-lhe àvidamente um seio a provar, roçando ao de leve o mamilo hirto em seus lábios e depois vendo a lingua dele surgir, mostrou ferozmente apertando os mamilos dele, como ele devia fazer nela, deu-lhe um estalo quando ele ia falar e parou.
Arfando com dificuldade, ele olhou o seu membro durìssimo e então sem perceber mirou-a.
Ela sorriu:
- Caramba, és bom?
-O quê? - Retorquiu atarantado.
Sem hesitar um instante, ela abriu as pernas, e de costas para ele, introduziu o seu mastro dentro dela, balanceando os ombros para a frente e para tràs, fincando com segurança as mãos nas coxas dele, como forma de apoio e segundos depois recomeçou vigorosamente, acelerando o som do choque da carne das suas nádegas, nas pernas dele suadas.
Caio era a pista de dança e ela a enérgica bailarina, apresentando perante os seus olhos de espanto e fogosidade, todo o reportório que o seu corpo guardara em noites de abuso do padrasto.
Finalmente ela era livre, finalmente ela se libertava com paixão e vigorosidade. Este era o momento de ela, o momento certo de soltar a quem realmente amava toda a sua loucura.
Nas costas parcialmente nuas, espreitando pela camisa rasgada e repuxada, as marcas tranversais das ripas de medeira e mesmo alguns rebordos da cadeira, eram medalas conquistadas numa guerra de prazer.
Os joelhos tremiam-lhe, a sua testa era uma fonte de enormes gotículas que se uniam e formavam caudais imensos.
Na sua boa vontade, apertava-lhe os seios e ela chegava-se para trás e bejava-o e dava-lhe uns segundos de descanso. Depois num golpe de cintura, premia o seu sexo com toda a vigorosidade dos seus musculos e afrouxava e voltava a prendê-lo:
-Diz que me amas! - Ordenou num gemido suava.
-Amo-te! - Confessou.
-Para toda a vida?
-Sim. Sempre!
-Prova-mo.
-Como?
Ela parou, levantou-se e olhou para ele sériamente para ele.Baixou-se , tirou da mochila a ponto e mola e aproximou-se da cadeia onde ele permanecia em êxtase , soltando a lâmina.
Curiosamente ele não sentiu o minimo receio, apenas aguardou. Desde o inicio do acto que estava à inteira disposição dela, numa entrega consciente de amôr.
Mas mais uma vez ele não sabia que podia dizer, sentia o sexo molhado, o corpo exausto, mas ele continuava em riste.Não sabia dizer quantas vezes gozara dentro dela, mas não queria parar.
Como se adinhasse os seus pensamentos, ela ajoelhou-se acariciando o seu membro com as costas da lâmina da navalha:
-O prazer é uma coisa estranha! Faz-te ficar indefeso, irracional e no entanto, queres mais. Mesmo a sentires o frio do metal.
-Marisa,que fazes?
-Confias em mim?
-Totalmente.
-optimo.
Levantou-se num ápice e beijou os seus lábios, vendando-o com a sua tee shirt negra:
-Que fazes...
Ela apressou-se a colocar-lhe um dedo de unha de gel negra nos lábios, enquanto a outra mão deliciava-se a torturarem o seu membro com movimentos regulares :
-Xiu, ainda não acabei!
Ele sentiu a boca dela no seu sexo, calculou-a de joelhos e sentia as pequenas picadas da ponta da lâmina nas suas virilhas.
Curiosamente a ideia de ter uma louca como a intitulavam na escola, ajoelhada a seus pés, de navalha em riste, excitava-o cada vez mais. Que faria ela?
Subitamente não aguentou mais, o seu membro clamava por alivioe o gozo era iminente, sem tempo para reagir apenas gemeu demoradamente.
Num olhar de satisfação, acompanhou o jorro de lava incandescente sobre o peito nu dele  e beijou-o demoramente em todo o seu ser que latejava na ponta da sua língua.
Ele gravou mentalmente o olhar de êxtase que ela soltava, vendo-o murchar no seu colo. Era um olhar de jubilo e simultaneamente de dever cumprido. beijou-o longamente ba boca e apertando levemente a face dele com as mãos, como se certificando que ele olhava para ela, avisou baixinho:
-Foi muito provávelmente  foda do século, mas se me abandonares amanhã, eu mato-te!
Caio quedou-se imóvel, aparvalhado e após a ver afastar, conseguiu articular uma frase:
-Abandonar-te?Como....se te amo?
As recordações na opinião de Caio, são pedaços de vida que não nos deixam morrer sem esboçar um ultimo sorriso e com esse sorriso estampado, após relembrar a primeira vez que fez amor com Marisa, pegou no telemóvel, enviou uma mensagem e saiu de casa.Sabia que enquanto fosse vivo, jamais poderia esquecer tal assombro de paixão e fôra nesse dia, que assumira em casa a sua relação. Por escassos trinta minutos o pai não os surpreendeu no acto, mas não gostou minimamente da cara de incrédulo que ele fez ao visualizar Marisa. É certo que Caio não precisava da opinião dele, mas pelo menos podia ter sido simpático. Não compreendia porque todo o mundo via Marisa como um ser estranho. Ela era perfeita e ele amava-a tanto.
Como dói a violência de uma paixão arrebatadora no coração de um jovem.

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