quarta-feira, 5 de junho de 2013

Em Carne Viva





Neste dia tão peculiar,
Arranquei a pele de meu corpo
Foi quase como a divagar
O desejo de ver o interior



Tirei prontamente a branca pele
como quem tira um lenço do bolso
Em lágrimas de dor e mel
Fiz da loucura o meu poiso.



Depois de a deixar cair no chão
Olhei-me ao espelho...em vão
Era apenas amálgama de sangue
Em carne viva de tédio.



Caminhei assim pela casa
Não me reconhecia neste andar
coçava os orgãos vitais
como quem coça os genitais



Abri uma coca-cola e tentei ler o jornal
afinal, pese a loucura, era um dia banal
Salpicos de sangue marcavam o caminho
como gotas purificadas de um bom vinho



Liguei o rádio de capitalismo moderado
As noticias era banais, diria triviais
foi nessa altura que o coração foi alagado
Bombeando sangue vitais.



Sacudi a cabeça, pela porcaria
iria ser assim todo o dia
Na TV a novela a começar
Deu-me o sono e fui-me deitar!

1 comentário:

  1. coçava os orgãos vitais
    como quem coça os genitais

    O que me ri disto!

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